História
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Período pré-colonial, colonização portuguesa e expansão territorial
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Quando descoberto pelos portugueses em
1500, estima-se que o atual território do Brasil (a costa oriental da
América do Sul), era habitado
[23] por dois milhões de indígenas, do norte ao sul.
[24]
A
população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos
tupi-guarani,
macro-jê e
aruaque. Os primeiros eram subdivididos em
guaranis,
tupiniquins e
tupinambás, entre inúmeros outros. Os
tupis se espalhavam do atual
Rio Grande do Sul ao
Rio Grande do Norte de hoje.
[25] Segundo
Luís da Câmara Cascudo,
[26] os tupis foram "a primeira raça indígena que teve contato com o colonizador e (...) decorrentemente a de maior presença, com influência no
mameluco, no
mestiço, no
luso-brasileiro que nascia e no europeu que se fixava". A terra agora chamada Brasil (nome cuja origem é contestada) foi reivindicada por
Portugal em abril de
1500, com a chegada da frota portuguesa comandada por
Pedro Álvares Cabral.
[27] O
português encontrou nativos da
Idade da Pedra divididos em várias
tribos, a maioria das quais compartilhavam a mesma família linguística, o
Tupi-Guarani, e lutaram entre si.
[28]
No final do
século XVII as exportações de
açúcar começaram a diminuir,
[42] mas a descoberta de
ouro por exploradores da região que mais tarde seria chamada de
Minas Gerais, em torno de
1693, e nas décadas seguintes nos atuais
Mato Grosso e
Goiás, salvaram a colônia de um colapso econômico iminente.
[43] Iniciado o
ciclo do ouro, de todo o Brasil, bem como de
Portugal, milhares de
imigrantes vieram para as minas.
[44] Os
espanhóis tentaram impedir a expansão dos portugueses para o território que lhes pertencia de acordo com o
tratado de Tordesilhas de
1494, e conseguiram reconquistar a Faixa Oriental em
1777. No entanto, essa conquista foi em vão, visto que o
tratado de Santo Ildefonso, assinado no mesmo ano, confirmou a soberania portuguesa sobre todas as terras provenientes da sua expansão territorial, criando assim a maior parte das
atuais fronteiras brasileiras.
[45]
Em
1808, a
família real portuguesa, e com ela a
nobreza portuguesa, fugindo das tropas do
primeiro imperador francês,
Napoleão Bonaparte, que estavam invadindo Portugal e a maior parte da
Europa Central,
estabeleceram-se na cidade do Rio de Janeiro, que assim se tornou a sede do
império ultramarino português.
[46] Em
1815,
Dom João Maria de Bragança (futuro Rei Dom João VI), mais conhecido no Brasil como
Dom João, então
Príncipe-regente de Portugal em nome de sua mãe incapacitada - a
Rainha Dona Maria I, elevou o então
Estado do Brasil, uma
colônia portuguesa, a
Reino soberano unido com Portugal.
[46] Em
1809, os portugueses invadiram a
Guiana Francesa (que foi devolvida à
França em
1817)
[47] e em
1816, a Faixa Oriental, que foi posteriormente rebatizada para
Cisplatina.
[48]
Independência e império
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D. João VI retornou à
Europa em
26 de abril de
1821, deixando seu filho mais velho,
D. Pedro de Alcântara de Bragança, então
Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, mais conhecido no Brasil como
Dom Pedro, como
regente para governar o Brasil.
[49] A
Coroa portuguesa tentou transformar o Brasil em uma
colônia, uma vez mais, privando-a dos seus resultados desde
1808.
[50] Os brasileiros se recusaram a ceder e D. Pedro ficou com eles, declarando a
independência do país do
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em
7 de setembro de
1822.
[51] Em
12 de outubro de 1822, Pedro foi declarado o primeiro
imperador do Brasil e coroado D. Pedro I em
1 de dezembro do mesmo ano, fundando, assim, o
Império do Brasil.
[52]
A
primeira constituição brasileira foi
promulgada em
25 de março de
1824, após a sua aceitação pelos
conselhos municipais de todo o país.
[58][59][60][61] D. Pedro I abdicou em
7 de abril de
1831 e foi para a Europa para
recuperar a coroa de sua filha,
D. Maria da Glória de Bragança, deixando para trás seu filho de cinco anos e herdeiro, que viria a ser o
imperador Dom Pedro II do Brasil.
[62]Como o novo imperador não pôde exercer suas prerrogativas constitucionais até atingir a maturidade, a
regência foi criada.
[63] Disputas entre facções políticas levaram a rebeliões e uma instável, quase
anárquica, regência.
[64] As facções rebeldes, no entanto, não estavam em revolta contra a
monarquia,
[65][66] embora algumas declarassem a secessão das províncias como repúblicas independentes, mas só enquanto
Pedro II era menor de idade.
[67] Devido a isso,
D. Pedro II foi declarado imperador prematuramente e "o Brasil desfrutou de quase meio século de paz interna e progresso material rápido."
[68]
Quando a
monarquia constitucional vigente foi derrubada por um
golpe militar organizado pelos
republicanos, em
15 de novembro de
1889, houve pouca vontade no Brasil para mudar a
forma de governo de monarquia para república,
[74] D. Pedro II estava no auge de sua popularidade entre seus súditos.
[75][76] O golpe militar republicano era apoiado por grandes
proprietários de terras, e, portanto, também de
escravos, que se ressentiam da
abolição da escravatura no Brasil, ocorrida em
1888, com a assinatura da
lei Áurea por
D. Isabel de Bragança, a
princesa imperial e
regente do Império brasileiro.
[77][78][79]
República velha e era Vargas
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Com o início do governo
republicano sendo pouco mais do que uma
ditadura militar, a então nova
constituição de 1891[80] previa eleições diretas apenas para 1894 e embora abolisse a restrição do período monárquico que estabelecia direito ao voto apenas aos que tivessem determinado nível de renda, mantinha porém o exercício do voto em caráter aberto (não secreto) e, entre outras restrições, circunscrito apenas aos homens, alfabetizados, numa época em que a população do país era majoritariamente analfabeta.
[81]
Vargas e os militares, que deveriam assumir a presidência apenas temporariamente a fim de implementar reformas democráticas, fecharam o
congresso nacional brasileiro, e seguiram governando sob
estado de emergência, tendo, à exceção de
Minas Gerais,
[97] feito a
intervenção federal de todos os estados, substituindo os governadores dos estados por
interventores federais, interventores, estes, que eram seus apoiadores políticos.
[98] Sob a justificativa de cobrar a implementação das promessas de reformas democráticas, em 1932 a oligarquia paulista tentou recuperar o poder,
[99] e em 1935 os
comunistas se rebelaram,
[100] tendo ambos os movimentos sido derrotados. No entanto, a ameaça comunista serviu de pretexto tanto para impedir as eleições previamente estipuladas, como para que Vargas e os militares lançassem mão de outro golpe de Estado em
1937 estabelecendo uma
ditadura de fato.
[101] Em maio de 1938, houve ainda uma outra tentativa fracassada de tomada de poder, desta vez por parte dos
fascistas locais.
[102]
Regime militar e era contemporânea
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O general
Ernesto Geisel assumiu a presidência em
1974 e começou seu projeto de
redemocratização através de um processo que, segundo ele seria "lento, gradual e seguro."
[126][127] Geisel acabou com a indisciplina militar que havia assolado o país desde
1889,
[128] bem como a tortura de presos políticos, censura à imprensa
[129] e, finalmente, a própria ditadura, depois de extinto o
Ato Institucional Nº 5 em
1978.
[122] No entanto, o regime militar continuou, com o seu sucessor escolhido General
João Figueiredo, para completar a transição para uma democracia plena.
[130] Os civis voltaram totalmente ao poder em
1985, quando
José Sarney assumiu a presidência,
[131] mas, até ao final de seu mandato, ele tinha se tornado extremamente impopular devido à crise econômica e a incontrolável e invulgarmente elevada
inflação.
[132] O mal-sucedido governo de Sarney permitiu a eleição, em 1989, do quase desconhecido
Fernando Collor, que posteriormente foi deposto pelo
Congresso Nacional brasileiro em
1992. Collor foi sucedido pelo seu vice-presidente,
Itamar Franco, que nomeou
Fernando Henrique Cardoso como
ministro da Fazenda.
[133]
Cardoso criou o bem-sucedido
Plano Real,
[nota 3] que trouxe estabilidade para a
economia brasileira.
[134] Fernando Henrique Cardoso foi eleito como presidente em
1994 e novamente em
1998.
[135] A transição pacífica de poder para
Luiz Inácio Lula da Silva, que foi eleito em
2002 e reeleito em
2006, mostrou que o Brasil finalmente conseguiu alcançar a sua, há muito procurada, estabilidade política.
[136] Em 2010,
Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher eleita presidente, sendo também a segunda pessoa a chegar à presidência sem nunca antes ter disputado uma eleição. Com a eleição dela, Lula se tornou o primeiro presidente a eleger seu sucessor na plenitude democrática.
[137]
Geografia
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O
território brasileiro é cortado por dois
círculos imaginários: o
Equador que passa pela
embocadura do
Amazonas, e o
Trópico de Capricórnio, que corta a
cidade de São Paulo.
[138] O país ocupa uma vasta área ao longo da costa leste da
América do Sul e inclui grande parte do interior do continente,
[139] que compartilham fronteiras terrestres com o
Uruguai ao sul;
Argentina e
Paraguai a sudoeste;
Bolívia e
Peru a oeste;
Colômbia a noroeste e
Venezuela,
Suriname,
Guiana e o
departamento ultramarino francês da
Guiana Francesa, ao norte. O país compartilha uma fronteira comum com todos os países da América do Sul exceto
Equador e
Chile. Ele também engloba uma série de arquipélagos oceânicos, como
Fernando de Noronha,
Atol das Rocas,
São Pedro e São Paulo e
Trindade e Martim Vaz.
[10] O seu tamanho, relevo, clima e recursos naturais fazem do Brasil um país geograficamente diverso.
[139]
A topografia brasileira também é diversificada e inclui
morros,
montanhas,
planícies,
planaltos e
cerrados. Grande parte do terreno se situa entre 200 metros e 800 metros de altitude.
[141] A área principal de terras altas ocupa mais da metade sul do país.
[141] As partes noroeste do planalto são compostas por terreno, amplo rolamento quebrado por baixo e morros arredondados.
[141] A seção sudeste é mais robusta, com uma massa complexa de cordilheiras e serras atingindo altitudes de até 1 200 metros.
[141] Esses intervalos incluem a
serra da Mantiqueira, a
serra do Espinhaço e a
serra do Mar.
[141] No norte, o
Planalto das Guianas constituem um fosso de drenagem principal, separando os rios que correm para o sul da
Bacia Amazônica dos rios que desaguam no sistema do
rio Orinoco, na
Venezuela, ao norte. O ponto mais alto no Brasil é o
Pico da Neblina, na
serra do Imeri (fronteira com a Venezuela) com 2 994 metros e o menor é o
Oceano Atlântico.
[10]
O Brasil tem um sistema denso e complexo de rios, um dos mais extensos do mundo, com oito grandes
bacias hidrográficas, que drenam para o Atlântico.
[142] Os rios mais importantes são o
Amazonas (o maior rio do mundo tanto em comprimento - 6 937,08 km de extensão - como em termos de volume de água - vazão de 12,5 bilhões de litros por minuto), o
Paraná e seu maior afluente, o
Iguaçu (que inclui as
Cataratas do Iguaçu), o
Negro,
São Francisco,
Xingu,
Madeira e
Tapajós.
[142]
Clima
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O
clima equatorial caracteriza grande parte do norte do Brasil. Não existe uma estação seca real, mas existem algumas variações no período do ano em que mais chove.
[143]Temperaturas médias de 25
°C,
[145] com mais variação de temperatura significativa entre a noite e o dia do que entre as estações.
[144] As chuvas no Brasil central são mais sazonais, característico de um
clima de savana.
[144] Esta região é tão extensa como a
bacia amazônica, mas tem um clima muito diferente, já que fica mais ao sul, em uma altitude inferior.
[143] No interior do nordeste, a precipitação sazonal é ainda mais extrema. A região de
clima semiárido geralmente recebe menos de 800 milímetros de chuva,
[146] a maioria do que geralmente cai em um período de três a cinco meses no ano
[147] e, por vezes menos do que isso, a criação de longos períodos de seca.
[144] A "Grande Seca" de 1877–78 no Brasil, a mais grave já registrada no país,
[148] causou cerca de meio milhão de mortes.
[149] Outra em 1915 foi devastadora também.
[150]
No sul da
Bahia, a distribuição de chuva muda, com chuva caindo ao longo do ano.
[143] O Sul e parte do Sudeste possuem condições de
clima temperado, com invernos frescos e temperatura média anual não superior a 18 °C;
[145] geadas de inverno são bastante comuns, com ocasional queda de
neve nas áreas mais elevadas.
[143][144]
Meio ambiente
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O
patrimônio natural do Brasil está seriamente ameaçado pela
pecuária e
agricultura, exploração madeireira,
mineração, reassentamento, extração de
petróleo e
gás, a
sobrepesca, comércio de espécies selvagens, barragens e infraestrutura,
contaminação da água,
alterações climáticas,
fogo e
espécies invasoras.
[153] Em muitas áreas do país, o ambiente natural está ameaçado pelo desenvolvimento.
[157] A construção de estradas em áreas de floresta, tais como a
BR-230 e a
BR-163, abriu áreas anteriormente remotas para a agricultura e para o comércio; barragens inundaram vales e
habitats selvagens; e minas criaram
cicatrizes na terra e poluíram a
paisagem.
[156][158]
Demografia
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A
população do Brasil, conforme registrado pelo
PNAD de
2008, foi de aproximadamente 190 milhões de habitantes
[159] (22,31 habitantes por
quilômetro quadrado), com uma proporção de homens e mulheres de 0,95:1
[160] e 83,75% da população definida como
urbana.
[161] A população está fortemente concentrada nas
regiões Sudeste (79,8 milhões de habitantes) e
Nordeste (53,5 milhões de habitantes), enquanto as duas regiões mais extensas, o
Centro-Oeste e o
Norte, que formam 64,12% do território brasileiro, contam com um total de apenas 30 milhões de habitantes.
[2]
A população do Brasil aumentou significativamente entre
1940 e
1970, devido a um declínio na
taxa de mortalidade, embora a
taxa de natalidade também tenha passado um ligeiro declínio no período. Na
década de 1940 a taxa de
crescimento anual da população foi de 2,4%, subindo para 3,0% em
1950 e permanecendo em 2,9% em 1960, com a
expectativa de vida subiu de 44 para 54 anos
[162] e para 72,6 anos em
2007.
[163] A taxa de aumento populacional tem vindo a diminuir desde 1960, de 3,04% ao ano entre 1950–1960 para 1,05% em
2008 e deverá cair para um valor negativo, de −0,29%, em
2050,
[164] completando assim a
transição demográfica.
[165]
As maiores
áreas metropolitanas do Brasil são
São Paulo,
Rio de Janeiro e
Belo Horizonte – todas na região Sudeste – com 19,5, 11,5 e 5,1 milhões de habitantes, respectivamente.
[166] Quase todas as
capitais são as maiores cidades de seus
estados, com exceção de
Vitória, capital do
Espírito Santo, e
Florianópolis, a capital de
Santa Catarina. Existem também regiões metropolitanas não-capitais nos estados de
São Paulo (
Campinas,
Santos e
Vale do Paraíba),
Minas Gerais (
Vale do Aço),
Rio Grande do Sul (
Vale do Rio dos Sinos) e Santa Catarina (
Vale do Itajaí).
[167]
Etnias
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Segundo a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2008, 48,43% da população (cerca de 92 milhões) foi descrita como
brancos; 43,80% (cerca de 83 milhões) como
Pardos(
Multirracial); 6,84% (cerca de 13 milhões) como
Negros; 0,58% (cerca de 1,1 milhões) como
Asiáticos e 0,28% (cerca de 536 mil) como
Indígenas, enquanto 0,07% (cerca de 130 mil) não declararam sua raça.
[172] Em 2007, a
Fundação Nacional do Índio relatou a existência de 67 diferentes tribos isoladas, contra 40 em
2005. Acredita-se que o Brasil possua o maior número de povos isolados do mundo.
[173]
A maioria dos
brasileiros descendem de povos indígenas do país, colonos
portugueses,
imigrantes europeus e
escravos africanos.
[174] Desde a chegada dos portugueses em
1500, um considerável número de uniões entre estes três grupos foram realizadas. A população parda
[175][176] é uma categoria ampla que inclui
caboclos (descendentes de brancos e índios),
mulatos(descendentes de brancos e negros) e
cafuzos (descendentes de negros e índios).
[174][175][176][177][178][179] Os pardos e mulatos formam a maioria da população nas regiões
Norte,
Nordeste e
Centro-Oeste.
[180] A população mulata concentra-se geralmente na costa leste da região Nordeste, da
Bahia à
Paraíba[179][181] e também no norte do
Maranhão,
[182][183] sul de
Minas Gerais[184] e no leste do
Rio de Janeiro.
[179][184] No
século XIX o Brasil abriu suas fronteiras à
imigração. Cerca de cinco milhões de pessoas de mais de 60 países migraram para o Brasil entre
1808 e
1972, a maioria delas de
Portugal,
Itália,
Espanha,
Alemanha,
Japão e
Oriente Médio.
[24]
Idiomas
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O Brasil é o único país que fala português nas
Américas, tornando o idioma uma parte importante da identidade nacional brasileira e dando-lhe uma cultura nacional distinta da dos seus vizinhos falantes do
espanhol.
[192] O
português do Brasil teve o seu próprio desenvolvimento, influenciado pelas línguas ameríndias e africanas.
[193] Como resultado, a língua é um pouco diferente, principalmente na fonologia, do idioma
português de Portugal e de outros países lusófonos. Essas diferenças são comparáveis àquelas entre o
inglês americano e o
inglês britânico.
[193] Em
2008, a
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que incluía representantes de todos os países com o Português como
idioma oficial, chegaram a um acordo sobre a reforma do português em uma linguagem internacional, ao contrário dos dois divergentes dialetos da mesma língua. A todos os países da CPLP foi dado o prazo de
2009 até
2014 para se adaptarem as mudanças necessárias.
[194]
Religiões
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O
cristianismo é a religião da maioria da população, com o
catolicismo romano sendo a fé predominante no país. O Brasil possui a maior população católica do mundo.
[200] De acordo com o
Censo Demográfico de 2000, 73,57% da população segue o
catolicismo romano; 15,41% o
protestantismo; 1,33%
espiritismo kardecista, 1,22% outras
denominações cristãs; 0,31%
religiões afro-brasileiras; 0,13% o
budismo, 0,05% o
judaísmo, 0,02% o
Islã; 0,01% religiões ameríndias; 0,59% de outras religiões, não declarado ou indeterminado, enquanto de 7,35%
não têm religião.
[201]
Governo e política
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A Federação Brasileira é formada pela união indissolúvel de três entidades políticas distintas: os
estados, os
municípios e o
Distrito Federal.
[9] A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios são as esferas "do governo". A Federação está definida em cinco princípios fundamentais:
[9] soberania,
cidadania,
dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o
pluralismo político. Os ramos clássicos tripartite de governo (
executivo,
legislativo e
judiciário no âmbito do sistema de controle e equilíbrios) são oficialmente criados pela Constituição.
[9] O executivo e o legislativo estão organizados de forma independente em todas as três esferas de governo, enquanto o Judiciário é organizado apenas a nível federal e nas esferas estadual/Distrito Federal.
[202]
Gente tinha absolutamente muito muito muito mais então I'm Sorry não vou botar tudo